
Filho do professor José Baptista da Mota e de Aída Frota Vilas-Boas Mota, descende por linha materna das tradicionais famílias caetiteenses - Frota e Vilas-Boas e ainda Silveira e Antunes.
Doutor em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, morou na Romênia (Tendo lecionado português na Fundação Brasil-Romênia, Bucareste), onde efetuou parte de sua formação acadêmica e, depois, em Goiânia, onde lecionou na Universidade Federal - lente fundador da cátedra de Literatura Oral. Parte de sua obra é dedicada à cultura e história do estado de Goiás.
Como folclorista, coligiu importante acervo de manifestações culturais brasileiras, desde a literatura de cordel, gírias e expressões idiomáticas, à publicação de obras acerca de povos como os ciganos - iniciando o que denominou ciganologia. Também sugeriu a adoção do termo folclorística para os estudos relativos ao tema da cultura popular.
Após sua aposentadoria em 1991 instalou-se na cidade de Macaúbas, onde residia a mãe, ali efetuando importante trabalho de preservação cultural e resgate, sendo o principal mantenedor da Fundação Professor Mota.
Ático Vilas-Boas da Mota, professor, tradutor,
filólogo, linguista, ensaísta, dicionarista, folclorista e poeta dos mais
sérios, que tive a honra de conhecer em Brasília, na década de 1980, e o
privilégio de poder privar de sua amizade fraterna nesses quase trinta anos de
convivência.
O professor Ático, como é conhecido d’aquém e d’além mar,
dirige com mão firme a Fundação Cultural Professor Mota, criada há mais de 30
anos para resgatar e perpetuar as ideias e iniciativas de seu pai em Macaúbas,
cidade que tem sido um baluarte da baianidade e centro de apoio para diversos
pesquisadores nacionais e estrangeiros. A fundação abriga biblioteca, galeria
de arte, salas de pesquisas, arquivos de referência e museu.
Pois bem, este homem culto e cordial, hoje na casa dos 80 anos, continua escrevendo e publicando com o mesmo ímpeto dos primeiros tempos. Aliás, em alguns casos, até com mais ousadia e coragem.