Euclides Pereira de Mendonça

Mineiro de Visconde do Rio Branco, onde nasceu a 3 de agosto de 1923, Euclides Pereira de Mendonça é, principalmente, um professor com vocação de diplomata e uma rica experiência de conferencista, poeta, ensaísta, assessor parlamentar e administrador público.
Em sua infância e adolescência, Euclides viveu, também, na cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, outra pátria pequena desse vitorioso filho de Visconde do Rio Branco. Aliás, sempre que indagado sobre sua naturalidade, Euclides Mendonça costuma identificar-se como natural de “Visconde do Rio Ubá”, para marcar os vínculos afetivos que o ligam à cidade que o viu nascer e, à outra, onde foi criado. Euclides é, pois, um cidadão da província e do mundo, que gosta tanto de uma pescaria com vara e anzol como dos livros, da arte e da cultura.
Escritor e homem público, estudou Humanidades Clássicas com os Jesuítas, no famoso Colégio Anchieta de Nova Friburgo, Estado do Rio de Janeiro. De lá seguiu para o Rio e matriculou-se na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) pela qual, em 1950, graduou-se licenciado em Letras Neolatinas.
Deixando o Rio de Janeiro, onde sua mineiridade se enriqueceu com o fascínio da mais bela cidade do Brasil, o jovem professor tomou o caminho da Europa em busca do aprimoramento de sua bagagem cultural, indo viver mais de perto o “sentimento do mundo”, de que nos fala Carlos Drumond de Andrade.
Na França, aperfeiçoou-se em Língua e Civilização Francesas na Sorbonne, tendo retornado mais de uma vez a Paris, para participar de estágios destinados a professores estrangeiros de língua francesa, promovidos pelo Centre International Pédagogique de Sèvres – Université de France.
Mais tarde, já como Diretor da Faculdade de Educação da UFMG, Euclides Mendonça, esteve, também, nos Estados Unidos a convite do Departamento de Estado, como participante de Seminários na Universidade de Kansas, do Novo México e da Costa Rica, cujo objetivo era a permuta de experiências de gestão do Ensino Superior nas Américas.
Euclides P. de Mendonça iniciou sua carreira, como docente do Colégio Nova Friburgo, na cidade fluminense do mesmo nome, na qual a Fundação Getúlio Vargas desenvolvia experiências pioneiras na área didático – pedagógica, tendo ocupado, inclusive o cargo de diretor daquele renomado estabelecimento.
Em 1957, retornou a Minas Gerais indo residir em Belo Horizonte, onde desenvolveu intensa e rica atividade no magistério e na administração educacional.
Na capital mineira, após ter sido aprovado em concurso de provas e títulos, ingressou no Magistério do Exército e passou a ocupar o cargo de Adjunto de Catedrático de Língua Francesa no Colégio Militar de Belo Horizonte – CMBH.
Para tanto defendeu com sucesso tese sobre o estilo literário de Napoleão, que se transformou num primoroso livro.
Entre as principais funções públicas do professor Euclides Mendonça em Minas Gerais, destacam-se: diretor da Faculdade de Educação da UFMG; sub-secretário de Estado da Educação, titular interino da mesma Secretaria de Estado, gerente do Projeto de Recursos Humanos – PREMEN – MEC e delegado regional do Ministério da Educação.
Em Brasília, para onde se transferiu em 1980, Euclides Mendonça atuou como chefe de Gabinete no Ministério da Justiça e Consultor Legislativo no Senado Federal, aprovado que foi em concurso público de provas e títulos.
Em sua juventude, Euclides teve uma rica experiência como jornalista: foi correspondente em Paris do jornal “A Vanguarda”, do Rio de Janeiro. Euclides Mendonça é autor de inúmeros artigos, conferências, ensaios, monografias e trabalhos técnicos em campos diversos, notadamente na área de educação.
Em sua obra literária, editada em livros, registram-se Revivências – Poemas da Juventude, e “A Força do estilo de Napoleão”, ensaio histórico e literário, em segunda edição, com prefácio de Jarbas Passarinho.
Em prosa e poesia, o fascinante estilo de Euclides Mendonça tem a elegância dos clássicos e a clareza dos melhores textos das modernas literaturas de Língua Portuguesa.
Hoje Euclides Mendonça divide seu tempo entre Brasília. o sul de Minas e Natal, no Rio Grande do Norte.
Naquela fascinante cidade – uma das capitais mais encantadoras do Brasil – o autor passa longas temporadas à beira – mar, junto a familiares e amigos, sob a proteção simbólica do Forte dos Reis Magos. (JG)
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