
Oficialmente: Antônio João Elias de Oliveira. Para os que conhecem
seu talento de humorista: João Ellyas que, na televisão, personifica o
Salim Muchiba. Para os que privam da sua amizade: apenas, João.
Aos vinte anos escrevia poemas como, via de regra, a maioria dos
estudantes do ginasial o faziam. Era igual aos cinco outros jovens que,
com ele, completavam a Viola de 6 cordas, nome de um grupo de intensa
atividade literária, constantemente estimulado pelos professores do
histórico Instituto de Educação “Barão do Rio Branco”, onde estudava.
Em 1966, João publicava sua primeira obra escrita. Um opúsculo, com
quarenta páginas e dezessete poemas, que já anunciava uma linguagem que
iria inundar esta obra atual em prosa com um teor lírico indisfarçável.
A ilustração da capa da primeira obra era também de sua autoria, como
que prenunciando o seu talento diversificado. Era um sintoma da sua
manifestação nas letras e das suas experiências nas artes plásticas
modernas, pois, já em 1959, participava do III Salão de Pinturas de
Catanduva com a precocidade dos seus quatorze anos, portanto, sete anos
antes de vir à luz o seu primeiro livro.
Atualmente, suas pinturas abstracionistas espalham-se por várias coleções particulares.
Editado em 2009, ilustrado, 104 páginas, formato 14x21cm.