Nagib M. A. Nassar
Nagib M. A. Nassar nasceu no Egito em 1938, e naturalizou Brasileiro em 1979. Graduado pela Universidade de Cairo em 1958 e Ph.D pela Universidade de Alexandria em 1972. Ingressou na Careira Acadêmica como professor da Universidade de Cairo em 1960. Através convênio cientifico tecnológica bilateral entre o Brasil e o Egito e pela convite do Itamarati veio ao Brasil em 1974. Integrou inicialmente a USP e em seguida UFG, e a universidade de Brasília em 1980. Durante 43 anos da vida acadêmica formou varias gerações de melhorias de plantas, agrônomos e geneticistas dos quais atualmente eminentes cientistas Brasileiras , inclusive professores senior da UnB. Foi um dos pioneiros que trabalharam com conservação dos recursos genéticos vegetais em 1972 e seu trabalho clássico sobre conservação dos recursos genéticos da mandioca publicado em Economic Botany (1978) é uma marca principal neste campo.
O trabalho do pesquisador egípicio naturalizado brasileiro Nagib
Nassar, bolsista do CNPq desde 1982, só despertou a atenção das
autoridades brasileiras há mais ou menos três anos. Mas em alguns
países da África, continente onde nasceu e cresceu, é, já há algum
tempo, um fator revolucionário na dieta. Nassar desenvolveu, cruzando
espécies silvestres com outras mais comuns, uma super-mandioca, com uma
concentração maior de proteínas e maior produtividade por hectare
plantado. O cruzamento do cientista ajudou vários países africanos a
combater a fome em seus territórios e transformou a Nigéria no maior
produtor mundial da raiz. Em reconhecimento ao sucesso no
desenvolvimento do novo híbrido, Nassar foi novamente indicado em 2002
ao internacional 'Prêmio Mundial para a Alimentação' (World Food
Prize), um estímulo de US$ 250 mil destinado a pesquisadores e ações
que tenham ajudado a diminuir o problema da fome no globo. Essa é a
quinta vez que ele concorre ao prêmio, indicado pelo canadense Centro
Internacional de Pesquisa em Desenvolvimento (International Development
Research Centre - IDRC).
Nassar
não acredita que ganhará o prêmio esse ano ("é uma decisão que envolve
muita política"), mas se diz contente de ter seu trabalho lembrado. E,
encarnando o ideal do cientista somente preocupado com sua pesquisa,
afirma: "se eu ganhar, não ficarei com nada do prêmio, vou criar um
fundo, para ajudar meus colegas pesquisadores". O agrônomo e PhD em
genética Nagib Nassar começou suas pesquisas sobre a mandioca ainda em
seu país de origem e, em 1974, participando de um convênio firmado
entre os governos brasileiro e egípcio, veio para cá, percorrer o
interior e coletar amostras silvestres da planta. Sem muito apoio -
recebeu apenas US$ 1 mil para realizar três meses de coleta - passou
por diversas dificuldades: "Eu pedia carona, pegava ônibus e até
bicicleta para fazer a coleta Cheguei a correr risco de vida, com
cobras e assaltos", diz. Mas, ao final, conseguiu coletar cerca de 40
diferentes espécies de mandioca e começar uma coleção, que hoje conta
com espécies provavelmente já extintas em seu hábitat natural.
Nagib continuou suas pesquisas no Brasil em diversas instituições
acadêmicas de pesquisa e, em 1980, fixou suas atividades na
Universidade de Brasília (UnB). Como pesquisador vinculado ao CNPq
desenvolveu a nova variedade de espécie em 1986. "Sempre acreditei no
cruzamento de espécies selvagens com comuns para alcançar a melhoria
genética. Mas quando consegui dobrar a porcentagem de proteína da
mandioca na primeira geração de um cruzamento, não acreditei", diz ele,
ao explicar que repetiu por cinco anos seguidos os testes antes de
acreditar nos resultados do seu experimento.
Em quase 30 anos pesquisando a raiz, o cientista publicou 52 artigos em
importantes periódicos internacionais e detém hoje uma média de dois
novos textos a cada ano. A variedade desenvolvida por Nagib Nassar
contém 4 % de proteína, frente ao 1,5% aproximado de variedades comuns.
Além disso, apresenta produtividade por hectare plantado maior que de
outras espécies comuns e baixo teor de ácido cianídrico, substância
venenosa encontrada em grandes quantidades em espécies silvestres.
"Como venho do Egito, tinha uma grande sensibilidade para a fome que
devastava a África. Por isso, tenho satisfação psicológica e pessoal,
não só científica, em desenvolver híbridos e enviar para a África",
afirma. Em todos os países em que é produzida, a mandioca é consumida
inteiramente pelo mercado interno.
Entretanto, sua criação não recebeu a devida atenção do governo ou dos
produtores brasileiros. Mesmo sendo a mandioca uma espécie
originalmente brasileira, somente há três anos a Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em sua unidade da Bahia, começou a
explorar o produto. Reações diferentes tiveram diversos governos
africanos. Gana, Camarões e Congo foram algumas nações a adotar a
variedade de mandioca como base de sua alimentação, complementada por
outras fontes de proteína. A Nigéria, entretanto, foi a que mais
investiu e melhor utilizou o potencial da descoberta: hoje é a maior
produtora mundial da raiz, com cerca de 24 milhões de toneladas
produzidas a cada ano. Além de ter aumentado a produtividade utilizando
a variedade desenvolvida por Nagib, o governo local também incentivou
os produtores a aumentar a área cultivada com a raiz. O Brasil produz
cerca de 22 milhões de toneladas por ano.
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Gene Conserve
An electronic journal devoted to conservation of
crop genetic resources with emphasis on cassava
Edited by Nagib M. A. Nassar
About Prof Nagib Nassar
Nagib Nassar (68) Born in Egypt in 1938, graduated in Agronomy with Cairo University, 1958 , and, Ph. D., Genetics with the University of Alexandria, 1972. He teached tropical crops with the Institute of African studies & research, Cairo university untill 1974. In the same year came to Brasil by the invitation of the Brazilian ministry of Foreign Relations where he began his work on conservation and manipulation of cassava genetic resources up to this date, intially with the support of IDRC(1975-1976), and later with the help of The Brazilian council CNPq.
In addition to tropical crops, Nagib tought horticulture, evolution, genetics and plant breeding. He introduced courses of these disciplines to the post graduate programs of the federal university of Goias, Rio Grande do Sul, Vicosa , Brasilia and the Pan American Center CATIE. His work on the Conservation of crop genetic resources began early in the 1970s where few people have paid attention to this field. His work on conserving cassava genetic resources published at the Economic Botany is a landmark on this subject. The renomed Advanced of Agronomy has compiled his 25 years studies of cassava genetic resources in its publication of 1999, vol. 69..
Nassar and co-workers developed the first apomictic clone of cassava (Can J. Plant Sci., 1995, 1997), and later in Hereditas (2000, 2001). He produced the first interspecific hybrid of cassava having the double of protein content (Nassar & Dorea, Turrialba,1982). In 2004, thirty years after providing IITA by germplasm of wild cassava , Twenty five years after providing the same institution by cassava inter-specific hybrids came the impressive Acknowledgement ¨¨ Your work has contributed in feeding millions of Africa people and bringing Nigeria to the first ranking producer all over the world ¨¨ Says Rodomiro Ortiz , director of IITA that time in his Acknowledgement Beside cassava , Nagib loves philosophy and drama literature and cites them frequently. See more details in the website
http://www.africancrops.net/news/may06/nagibnassar.htm and
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