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Roberto Castello

O carioca Roberto Castello é fotojornalista desde 1977. Seus primeiros contatos profissionais foram ensaios sobre o homem da Amazônia, especialmente dos habitantes da Ilha do Marajó, no Pará, estado de origem da sua família.

Em 1979, já em Brasília, uniu-se à Agência de Fotojornalismo Stuckert Press, período em que realizou duas exposições cujos temas foram os projetos de música e teatro da Fundação Nacional de Arte-Funarte.

Em março de 1980 foi para a Superintendência de Desenvolvimento da Região Centro Oeste-Sudeco. Lá, fotografou o processo de nascimento de algumas cidades, como Alta Floresta, Aripuanã, Juina, Sinop, Ji-Paraná, Cacoal e Ariquemes, entre tantas que surgiram com o boom do discurso governamental que preconizava: "Centro Oeste a Nova Fronteira".

Entre 1980 e 1990 conduziu o projeto de coletar e catalogar fatos da História, como a expedição Roncador-Xingu e a Marcha para o Oeste, idealizada em 1937, por Getúlio Vargas que criou a Fundação Brasil Central, a qual deu origem à Sudeco, cujas atividades são hoje desenvolvidas pelo Ministério da Integração Nacional.

Sempre com horizonte de trabalho diversificado, em 1992 o tema janelas, fonte de inspiração recorrente, mereceu mostra fotográfica no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, com o tema Olhar Olinda, sobre as janelas do patrimônio mundial da humanidade.

Em 1996, lançou o livro Os Pireneus e os Outros Eus, registro das janelas do sitio histórico e patrimônio histórico e artístico nacional da cidade de Pirenópolis, em Goiás.

Em viagem a Portugal, no ano seguinte, visitou a cidade de Tomar fundada em 1160, terra do fundador de Pirenópolis e depositária do que considera “a janela mais bonita do mundo”,) a Janela da Sala do Capítulo no Convento do Cristo, localizada, no Castelo dos Templários, (patrimônio cultural e artístico da humanidade) o berço do estilo arquitetônico Manuelino, Séc.XVI. todo o trabalho sobre janelas do estilo manuelino continua inédito.

No Ministério da Cultura, de 1994 a 1999, Roberto Castelo criou , organizou e desenvolveu o Arquivo de Imagens da Cultura no Brasil, fotos que fizeram parte de todas as publicações daquela instituição.

No ano de 2000, em Pirenópolis-GO, fundou a Editora Cavaleiro dos Pireneus, que serviu de suporte para o projeto de documentação das expressões da cultura popular da cidade. Em 6 de setembro de 2002 foi o único fotojornalista a registrar o incêndio da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, capa de todos os jornais brasileiros.

Neste ano de 2004, lançou junto com o jornalista Carlos Ribeiro, o livro Almas dos Pireneus, ensaio fotográfico e cronológico da fundação da cidade de Pirenópolis.

O livro Brasília: Monumentos, Marcos e Esculturas, trabalho em construção permanente desde a sua primeira edição em 1999, em português, e sua edição em inglês, em 2002, é uma referência de todo o Patrimônio Cultural Urbano que está a céu aberto na capital.

Profissional atuante também no fotojornalismo político, Roberto Castelo trabalhou de 1980 a 1999 para o governo federal sempre na assessoria direta de inúmeros ministros. Hoje desenvolve projetos culturais de documentação fotográfica, faz reportagens e trabalha com fotografia digital.

http://fotocastelo.vilabol.uol.com.br

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