A internacionalização da economia brasileira

A INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA
Nacionalizar a economia internacional - Por volta de 2005, a economia brasileira alcança uma nova etapa rumo a sua maturidade macroeconômica. A transição que se observa então, é bem verdade, lança raízes
em condições que vinham sendo preparadas há anos. Desde os anos 1930, sob impulso do paradigma desenvolvimentista, a grande estratégia consistia em nacionalizar a economia internacional. Trazer para dentro do país capitais e empresas estrangeiros, importação procurada para manter o elevado ritmo de crescimento, que era apoiado na produção para o mercado interno e no protecionismo.
O modelo resultava, com efeito, em crescimento industrial de longo prazo, porém criava certos gargalos de longo prazo também, como o isolamento do país, a baixa produtividade sistêmica interna e a manutenção
de características de dependência estrutural. O choque da abertura nos anos 1990 deu continuidade à tendência de importação de insumos, pois que o neoliberalismo conduziu à nacionalização da globalização,
especialmente dos serviços. Mas a abertura despertou o empresariado, que não mais poderia manter-se em letargia, isolado no espaço nacional e vivendo à sombra das tarifas.
Como a maturação de uma tendência é lenta, somente no século XXI toma impulso a mudança que conduz à nova etapa do desenvolvimento, a expansão para fora de empresas brasileiras.
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