Afonso Henriques da Costa Guimarães, que latinizaria o
próprio nome na assinatura de seus poemas – ALPHONSUS
DE GUIMARAENS –, nasceu em
Ouro Preto, em 24 de julho de 1870. O amor pela prima Constança,
fi lha de outro ilustre escritor, Bernardo Guimarães, cedo demais levada pela
tísica, inunda comovedoramente sua poesia. Formado em Direito, promotor e,
depois, juiz, casa-se com Zenaide, dez anos mais jovem, em 1897. Da união
nasceriam quinze fi lhos, dois dos quais também se notabilizariam nas letras: o
contista João Alphonsus e o poeta Alphonsus de Guimaraens Filho. Divide com
Cruz e Sousa as glórias maiores do Simbolismo brasileiro. Obsessão da morte,
névoas, imagens medievais, misticismo, o cantochão da liturgia católica são
alguns dos traços que vincam o seu peculiar visionarismo. Principais obras: Setenário
das Dores de Nossa Senhora, Dona Mística (1899), Kiriale (1902),
Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte (1923). Sua poesia foi reunida
por Manuel Bandeira em edição de 1938 (Poesias), e em 2001 (Poesia
Completa) por Alphonsus de Guimaraens Filho. Faleceu em Mariana, em 15 de
julho de 1921.