AugustoCarvalho Rodrigues dos Anjosnasceu no Estado da Paraíba, em 20.4.1884. Formarse- á em
Direito, mas viverá dos parcos ganhos de professor. Em 1910, ano de seu
casamento, incompatibilizando-se com o governador, é afastado do liceu onde
lecionava literatura, e transfere-se para o Rio de Janeiro. Aí, perdido o
primeiro, nascem os dois fi lhos do casal que vingariam. Em julho de 1914, é
nomeado diretor de escola em Leopoldina, Minas Gerais, onde, vítima de gripe,
morre em 12 de novembro.
Imbuído do cientificismo da época, sua linguagem é “difícil”, a temática freqüentemente macabra; em verso congestionado, áspero, mas perfeito, destila uma fi losofi a pessimista: defi nindose, no título de um soneto, “Poeta do Hediondo”, dizia ser “aquele que fi cou sozinho cantando sobre os ossos do caminho a poesia de tudo quanto é morto”. (Que esse pessimismo não é sem mescla, sugere-o outro soneto, “Psicologia de um Vencido”, em que se qualifica “monstro de escuridão e rutilância”.) Apesar de tudo, sua obra poética, reunida num único volume, Eu(1912), depois de sua morte acrescido de Outras Poesias, tornar-se-ia uma das mais populares do País.