AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT nasceu
no Rio de Janeiro em 18 de abril do ano de 1906, de família abastada. Foi
empresário de sucesso, diplomata, jornalista e poeta. Destacou-se no serviço
público e na cooperação internacional. Entretanto, nunca foi feliz nos estudos,
passando por diferentes escolas e sendo até reprovado no Colégio Pedro II.
Abandonou o banco de escola para trabalhar no comércio, dizendo que este seria a
“sua Universidade”. Dentro do espírito do Modernismo, Schmidt se colocava como “alérgico
ao academicismo”. Quando despontou a Semana de Arte Moderna (1922), já
publicava seus primeiros poemas e crônicas num jornalzinho de Copacabana.
Trabalhou em fi rmas do Rio e também foi caixeiro-viajante. Chegou a dirigir a
biblioteca do Centro Dom Vital, na convivência de Jackson de Figueiredo e
Tristão de Athayde – o Dr. Alceu Amoroso Lima, de magistral exercício crítico
no Modernismo. Com 18 anos, em
São Paulo, onde permaneceu até 1928, conviveu com autores do nível
de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Ribeiro Couto e Plínio Salgado. Canto do Brasileiro (1928)
foi seu primeiro livro publicado. Posteriormente fundou sua própria editora e publicou
obras fundamentais para a cultura brasileira tais como Casa Grande e Senzala (Gilberto
Freyre), Caetés (Graciliano
Ramos), O País do Carnaval (Jorge
Amado), entre outros. Em sua vida como homem de negócios, criou várias
empresas. Dentre elas a rede de supermercados Disco,
do Rio de Janeiro. Foi sócio, presidente e diretor da Sociedade de Expansão
Comercial (SEPA), além de inúmeras outras iniciativas que o consagraram
defensor da “tese do enriquecimento nacional”.