Francisco Leite de Bittencourt Sampaio
nasceu na cidade de Laranjeiras, da então Província de Sergipe, em 1º de fevereiro
de 1834 e faleceu a 10 de outubro de 1895 na cidade do Rio de Janeiro. Estudou
na Faculdade de Direito do Recife e na de São Paulo, onde terminou o curso
jurídico. Os cronistas da antiga Academia do Largo de São Francisco registram sua
presença marcante na vida acadêmica paulistana. Por esse tempo escreveu os versos
de Quem sabe? e do Hino Acadêmico, peças que receberam músicas de Carlos Gomes.
Informa Armindo Guaraná que ele interrompera em 1856 os estudos para acudir aos
conterrâneos enfermos por ocasião da epidemia de cólera-morbo. Foi condecorado,
em razão disso, pelo Governo Imperial com a Ordem da Rosa, “que não aceitou por
incompatível com suas idéias políticas”. Em 1870 assinou, juntamente com
Saldanha Marinho, Aristides Lobo, Quintino Bocaiuva e outros, o Manifesto
Republicano.
Foi Deputado Geral por sua Província de origem e Presidente da do Espírito Santo.
Poeta da segunda geração romântica, como Casimiro de Abreu e Pedro de Calasans, de Bittencourt Sampaio são os poemas de Flores Silvestres, A Divina Epopéia de João Evangelista e A Nau da Liberdade. Foi ele ainda tradutor de versos de Lamartine, Vitor Hugo e Longfellow.