Cláudio Manuel da Costa nasceu em Vila do Ribeirão do Carmo, hoje Mariana (MG), a 5
de junho de 1729. Estudou as primeiras letras com um tio e cursou o Colégio dos
Jesuítas, do Rio de Janeiro. Graduou-se em Cânones, pela Universidade de
Coimbra. Admitido na Arcádia Romana com o nome de Glauceste Satúrnio. Exerceu a
advocacia em Mariana e Vila Rica. Nomeado secretário do governo, por Gomes
Freire de Andrade, exerceu o cargo também no governo de Luís Diogo Lobo da
Silva, deixando-o em 1765 e retornando a ele em 1769, a convite do Conde de
Valadares. Sócio supranumerário da Academia Brasílica dos Renascidos. A
Academia Real das Ciências de Lisboa recomendou-o como clássico. Responsável
pela introdução do Arcadismo no Brasil. José Veríssimo afirma: “De sua copiosa
obra poética, a porção verdadeiramente insigne são os Sonetos, entre
os quais os há rivalizando os mais excelentes da língua.” (História da Literatura Brasileira, 4. ed., Editora Universidade de Brasília, 1963, pág. 98).
Foi envolvido na Inconfidência Mineira. Faleceu em Vila Rica, a 4 de julho
de 1789, possivelmente assassinado. Patrono da cadeira nº 8 da Academia
Brasileira de Letras. Bibl.: Munúsculo
Métrico, 1751; Epicédio, 1753; Labirinto de Amor,
1753; Números Harmônicos, 1753; Obras
Poéticas, 1768; Vila Rica, 1839; Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa, 1903.