Jorge Antunes, conhec ido na c iona l e
internacionalmente como compositor e maestro, faz literatura desde sua
adolescência. Ele nasceu em 23 de abril de 1942 e a partir de 1961 passou a ser
reconhecido no mundo musical como o precursor da Música Eletrônica no Brasil.
Além de se graduar em Violino, Composição Musical e Regência, ele tem também
formação científica, tendo se formado em Física. É Doutor em Estética pela Sorbonne,
Université de Paris VIII. Desde 1973 é Professor do Departamento de Música da
Universidade de Brasília. Sua produção literária é vasta, embora pouco conhecida.
A divulgação de seus poemas, crônicas e outros escritos tem se restringido à
inclusão em algumas coletâneas, livros coletivos, jornais e revistas.
Recentemente a editora Hemisfério Sul, de Blumenau, publicou seu livro de literatura
juvenil A Morte do Arco-Íris. Em 2001 ganhou o primeiro lugar no concurso de
contos da Revista Poiésis. Em 2006 recebeu menção honrosa no Concurso de Contos
Yage, em Salzburg, na Áustria. Sua produção de juventude abordou várias das formas
acadêmicas (soneto, trova, canção, etc), mas já em 1963 aderia ao verso livre e
à aliteração. Sua vivência musical de compositor de vanguarda o levou à busca
da onomatopéia em seus poemas, o que até hoje usa dando à sua poesia um forte
caráter percussivo e musical. Em novembro de 1967 Antunes participou do lançamento
carioca do movimento Poema-Processo, ao lado de Alvaro de Sá, Newton Sá e Wladimir Dias Pino, expondo
seus poemas na famosa e polêmica mostra na ESDI da Rua do Passeio. Em 1990
Jorge Antunes realizou, no Teatro Nacional de Brasília, seu espetáculo
intitulado SONS E LETRAS em que, de modo performático, apresentou seus poemas minimalistas,
escritos com grandes letras de isopor, ao vivo, em grandes telas, com a
apresentação simultânea de suas obras musicais de vanguarda. Esta nova corrente
estética criada por Antunes consiste na invenção de poemas formados por versos
extraídos de uma única palavra. Alguns desses poemas estão incluídos nesta
pequena coletânea da série “Livro na Rua”. A atual fase de Antunes, no domínio
da arte poética, se embrenha em inovadora estilística com o uso de versos, em
poemas intimistas, que são escritos de forma retrogradada, para serem lidos de
trás para frente. Alguns desses poemas, de caráter erótico, podem ser lidos em http://www.germinaliteratura.com.br/jorge_antunes.htm