Júlio Dinis (1839 – 1871) é o pseudônimo de Joaquim Guilherme
Gomes Coelho. Natural do Porto, formou-se em medicina, mister que não impediu
que morresse de tuberculose pulmonar, doença incurável na época, a qual já
havia vitimado irmãos e a própria mãe.
Consagrado escritor, cultivou o teatro, a poesia, o conto e o romance. Foi neste último que se notabilizou, deixando obras ainda bastante lidas, e que já despertaram o interesse da telenovela brasileira.
Pertenceu ao “Cenáculo”, uma espécie de tertúlia literária e, ao mesmo tempo, uma companhia de amadores de teatro, em que ele mesmo escrevia peças e também representava.
Ainda dentro do espírito romântico, mas já com traços realistas, destaca-se no cenário literário, com “um romance diferente, um romance verdadeiro, sem grandes dramas humanos, com personagens simpáticas e boas, sentimentais e um tanto líricas, ou levemente caricaturais, vivendo e convivendo em meios rústicos ou campesinos, enquadrados em paisagens ou interiores que parece conhecemos e nos encantam.” (Kol D’Alvarenga in Obras de Júlio Dinis, Porto, Lello & Irmão, s/d.)
Principais obras: Uma Família Inglesa, As Pupilas do Sr. Reitor, Morgadinha dos Canaviais, Os Fidalgos da Casa Mourisca (romance); Serões da Província (contos); Poesias.