Olavo Brás Martins dos
Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16.12.1865-28.12.1918) foi um dos grandes poetas
de nosso Parnasianismo e de nossas letras. Jornalista, conferencista, ficcionista.
Por suas opiniões políticas, foi preso mais de uma vez. A par de sua obra principal,
consubstanciada nas Poesiase na Tarde, escreveu Poesias
Infantise, em colaboração com Coelho Neto, Contos Pátriose A
Pátria Brasileira. Autor, também, de poemas satíricos. Estudou Medicina e
Direito, sem completar os cursos; viajou várias vezes ao exterior; foi
protagonista do primeiro acidente automobilístico do País, dirigindo automóvel
de José do Patrocínio; meteu-se em duelo; realizou campanhas pela educação e
pelo serviço militar obrigatório; foi, enfim, homem dinâmico, de multifacetada
expressão. Glorioso em vida, veio a ser a maior vítima da fase iconoclasta da
revolução modernista. Ganha força o processo de sua inevitável reabilitação e
reposição em lugar de honra de nosso panteon literário. Em 1996 a Nova Aguilar editou
sua Obra Reunida, organizada por Alexei Bueno.