Breve Cronologia Histórico-Literária
1514 – Os portugueses chegam em Timor, atraídos pelos recursos naturais.
1702 – Início da organização colonial portuguesa em Timor.
1914 – Portugal e Holanda assinam a Sentença Arbitral para terminar o conflito entre os dois países colonizadores e fixam as fronteiras que dividem a Ilha de Timor em Timor-Leste e Timor-Oeste.
1942 – Os japoneses ocupam Timor-Leste e tem início o movimento guerrilheiro conhecido como a Batalha de Timor, formado por holandeses, australianos e timorenses para expulsão dos japoneses.
1945 – Portugal retoma a administração de Timor-Leste e lá permanece por três décadas.
1974 – Xanana Gusmão ganha o Prêmio de Poesia Timorense com o poema “Mauberíades”.
1975 – A República Democrática de Timor-Leste foi proclamada, mas 9 dias depois o país foi invadido pela Indonésia, que anexou o país como sua 27ª província. O domínio indonésio durou 24 anos com violenta opressão que causou a morte de mais de 200 mil timorenses. Durante esse período os timorenses organizaram um forte movimento de resistência e de luta pela independência de Timor-Leste. Francisco Borja da Cota e Afonso de Araújo compõem o Hino Nacional de Timor-Leste.
1982 – É editado o livro Enterrem Meu Coração no Ramelau (edição pela União dos Escritores Angolanos), compilação de poemas timorenses.
1994 – Xanana Gusmão publica seus textos políticos em Timor-Leste: Um Povo, Uma Pátria.
1997 – Luis Cardoso lança Crónica de Uma Travessia, considerado o primeiro romance de escritor timorense em língua portuguesa.
1998 – Xanana Gusmão publica o livro de poemas e pinturas Mar Meu, escrito na prisão de Cipinang, na Indonésia.
1998 – Ponte Pedrinha (pseudônimo de Henrique Borges) lança o romance Andanças de um Timorense.
1999 – Os timorenses votaram por esmagadora maioria pela independência de Timor-Leste, entretanto, milícias locais e soldados indonésios, descontentes com os resultados, provocaram uma grande destruição no país, incendiando casas, prédios públicos e privados e matando grande parcela da população em todos os cantos do país. A ONU criou uma Força Nacional para restabelecer a ordem e fazer a transição para o governo timorense independente.
2002 – É proclamada a Independência de Timor-Leste no dia 20 de maio, iniciando também o primeiro Governo Constitucional de Timor-Leste, tendo o líder da revolução timorense Xanana Gusmão, eleito como presidente do país até 2007.
2007 – Jose-Ramos Horta é eleito presidente de Timor-Leste e Xanana Gusmão é nomeado como primeiro-ministro. Luís Cardoso lança o romance Requiem para um Navegador Solitário.
OBS: A literatura timorense aos poucos vem sendo resgatada e revigorada tanto no país quanto na comunidade lusófona, destacando-se: Abé Barreto, Afonso Busa Metan, Albina da Costa, Antonio e Teresa Oliveira, Apolinário Guterres, Armindo da Costa, Crisódio Marcos, Crisódio T. Araújo, Cristina Lopes, Felizardo Guerra, Fernando Sylvan, Filomena de Almeida, Fitun Fuik, Francisco Borja da Costa, Francisco Fernandes, Helena Monteiro, João Aparício, Jorge Barros Duarte, Jorge Lauten, José Barros Duarte, Kay Shaly Rakmabean, Luís Cardoso de Noronha, Luís da Costa, Marçal de Andrade, Maria Alice Branco, Martinho Branco, Paulo Quintão da Costa, Ponte Pedrinha (pseudônimo de Henrique Borges), Ramehana Ailatan, Tilman, Xanana Gusmão.
O PAÍS: 14.609 km2 (incluindo as ilhas de Ataúro e Jaco e o enclave de Oecusse).
Capital: Díli.
Idiomas: Português e Tétum.