Tomás Antônio
Gonzaganasceu em Porto, Portugal, a 11 de
agosto de 1744. Perdeu a mãe com menos de um ano e veio para o Brasil aos sete.
Estudou no Colégio dos Jesuítas. Voltou a Portugal, bacharelando-se em Direito
pela Universidade de Coimbra. Nomeado juiz de fora em Beja, onde ficou quatro
anos. Escolhido para ouvidor em
Vila Rica, conheceu Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, por
quem se apaixonou e que lhe inspirou o poema Marília
de Dirceu. Segundo Nelson Werneck Sodré, “deu um
tom universal à sua poesia e permanece, em nossa língua, como um poeta de
primeira qualidade.” (História da Literatura
Brasileira, 6. ed., Editora Civilização Brasileira,
1976, pág. 115). Incompatibilizou-se com o governador Luís da Cunha Meneses e
escreveu contra ele a sátira Cartas
Chilenas. Noivo de Marília, aguardava licença
para o casamento, quando foi nomeado desembargador na Bahia. Foi envolvido na Inconfidência Mineira. Preso e condenado a degredo em Moçambique, onde exerceu a
advocacia e casou-se com Juliana Mascarenhas de Sousa. Faleceu em Moçambique a
16 de fevereiro de 1810. Patrono da cadeira n.o 37 da Academia Brasileira de Letras. Bibl.: Marília de Dirceu,
1792; Marialva(extraviada); Cartas
Chilenas, 1845; Obras Completas de Tomás Antônio Gonzaga, 1942; Tratado
de Direito Natural, 1957.