Waldemar Freire Lopes nasceu em Peri-Peri, então Município de Quipapá, mas hoje
integrante do Município de S. Benedito do Sul, PE, em 1.º de fevereiro de 1911.
Jornalista, ocupou cargos de relevo na administração pública e dirigiu o Escritório
da Organização dos Estados Americanos no Brasil – para lembrar apenas alguns
pontos de uma carreira múltipla e fecunda. É titular de diversas entidades
literárias, como a Academia Brasiliense de Letras, o PEN Clube e a Associação Nacional
de Escritores. Em Brasília, presidiu o Clube de Poesia. Foi um dos fundadores e
orientadores literários da Revista de Poesia e Crítica. A Academia Pernambucana
de Letras sagrou 2006 como Ano de Waldemar Lopes. Manuel Bandeira o incluiu,
com altos elogios à sua poesia, então quase inteiramente inédita, na 2.ª ed. de
sua Antologia de Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos (1965). Até então,
só havia publicado um livro, Legenda (precocemente, em 1929), e participado em
duas coletâneas de poetas pernambucanos. A partir de 1971, ganhou ânimo
editorial, com os Sonetos do Tempo Perdido, Prêmio PEN Clube do Brasil. E vieram,
entre outros: Inventário do Tempo (Rio de Janeiro, 1974), Os Pássaros da Noite
(Rio, 1974; Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal), Sonetos da
Despedida (Brasília, 1976), Sonetos do Natal (Rio, 1977), Memória do Tempo
(Rio, 1981), Sonetos de Portugal (1.ª ed. Teresópolis, 1984), Cinza de Estrelas
(Recife, 2003). É considerado um dos maiores sonetistas brasileiros.