
FAUSTO CUNHA: Num país em que as mulheres estão produzindo excelente poesia, Astrid consegue destacar-se como uma das mais poderosas revelações destes últimos anos por sua fala muito pessoal e sua temática às vezes crua e irônica.
LEDO IVO: Embora Astrid Cabral tenha nascido no estado do Amazonas, sua poesia nada tem de caudalosa ou fluvial: é contida, delicada, refinada – emsuma a poesia de uma artista do verso.
FRANCISCO CARVALHO: O seu conjunto de poemas é um monumento ao patrimônio estético e cultural do Brasil. “Não é apenas a originalidade do coração e suas minúsculas setas sangrentas que nos desconcertam”, conforme escreveu lucidamente Antônio Paulo Graça. De fato, sente-se em cada verso e cada poema o pulsar vigoroso de um coração aberto a todas as possibilidades do universo lírico, a todas as seduções da vida e do amor. Coração que se compraz em nos atirar suas “minúsculas setas sangrentas”, como se nos advertisse que só dessa forma é possível acordar para os mistérios e os cotidianos milagres da vida. Ao ler os seus poemas, me perguntei freqüentemente se ainda é possível levar a poesia a níveis tão altos.
Editado por Thesaurus, 1a edição, 2008, 152 páginas, ilustrado.