
v Volume I de Brasília 40 Anos é um resgate memorialístico dos tempos da década de 1960, muito significativo na História da cidade.
A apoteose e a vibração cívica da inauguração de Brasília e seus primeiros momentos como Capital, no ano de 1960, ainda sob o Governo JK.
Depois, a má vontade, a boataria e a onda de “retorno” da Capital para o Rio de Janeiro – um tempo de incertezas -, principalmente no governo de Jânio Quadros.
Seguiu-se o governo de João Goulart, envolto em crises institucionais.
Veio a Revolução de março de 1964 e, com ela, os governos do marechal Castelo Branco e do general Costa e Silva. Seguiram-se os governos da Junta Militar e do general Emílio Garrastazu Médici.
Os atos institucionais, as crises políticas e as divergências político-ideológicas em setores representativos da sociedade, inclusive em instituições importantes como a Universidade de Brasília, que viveu grande crise.
Os prefeitos e governadores do novo Distrito Federal promovem a fixação da cidade-Capital de todos os brasileiros.
Na década, os destinos de Brasília têm o comando e a dedicação dos prefeitos (depois titulados governadores) Israel Pinheiro, Paulo de Tarso, Ivo Magalhães, Plínio Cantanhede, Wadjô Gomide e Hélio Prates da Silveira, cujas administrações são analisadas pelo historiador Adirson Vasconcelos. Um tempo, por um lado, de incertezas e insegurança, na sua fase primeira, mas, por outro, de retomada de propósitos, de iniciativas objetivas e favoráveis à fixação, e até à consolidação de Brasília como cidade-Capital do Brasil.
Depois de tudo revelar e analisar, Adirson Vasconcelos conclui suas observações sobre a primeira década de vida da nova Capital brasileira, nos anos 60, com este pensamento poético: “A vida que ofertas a todos, assim no Plano e nas satélites, de ânimo à ação, ao trabalho, ao devaneio, à paz, ao bem-estar. Um homem síntese criaste, fruto do racial encontro de cores e costumes pátrios, de um forte Brasil, alicerce. Minha terra, meu céu, meu mar”.
1ª. Edição, 2.000. 150 pags
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