
A Terra é um grande livro para quem souber lê-la. Um livro composto de harmonias insuperáveis, mas que refletem nada mais e nada menos, as próprias leis do universo.
A Terra merece ser amada, e para amarmos algo devemos conhecê-lo. Numa época globalizada como esta nada melhor que conhecer a unidade das culturas e suas regiões. Pois o conhecimento e o amor a terra não se limitam a valorizar somente o "ecológico" (o que seria um romantismo ingênuo), pois a terra também é cultura, organizada por povos que souberam amá-la e conhecê-la a um só tempo, e ainda com ela conviver em harmonia e gerar cultura com sobrevivência. Já no Capítulo inicial, veremos que para gregos e latinos antigos, Gaia/Tellus não era somente Natureza ou ecologia, mas também conhecimento.
A Grande Crônica da terra, subtítulo desta obra, é a narrativa histórica dos principais eventos que marcam o último Ano Cósmico, e que reúne a cultura do homus sapiens, ou seja, os grandes feitos & fatos da nossa espécie, cuja origem remontaria, não casualmente, ao começo do mencionado ciclo. Incluem daí seus grandes símbolos culturais e marcos arqueoastronômicos (pirâmides, mitos geográficos, etc.). Entre eles certos utensílios importantes para fins de registro dos movimentos dos céus (observatórios neolíticos, etc.).
Além de analisar em grandes traços, através disto, a própria estrutura do planeta ou a conformação de sua superfície.
Tudo isto resultando num conjunto harmonioso, na forma do mapeamento dos monumentos e dos setores da terra, segundo um plano cósmico (no sentido de ordenado "mesmo) e universal. Afinal, o ser humano já tem mapeado os céus quase à exaustão, em busca de referências para os seus ciclos mais importantes; cabe agora também encontrar no próprio Mapa da Terra os sinais de sua cultura sagrada e da harmonia cósmica que lhe subjaz.
Editado por Agartha Editora, 1a edição 2008, 232 páginas.