
APRESENTAÇÃO
O educador Herbart observou que “todo bom principiante é
um cético, mas todo cético não passa de um principiante”. Assim
sendo, convido-o a vir viajar conosco por um certo ceticismo moderado e metódico, sem riscos...
Ainda bem que há céticos moderados, os que admitem a crença
“light” de que, caso tenha sido Deus que criou o mundo, Ele o criou
e o largou aí à toa... Mas, tanto para céticos “moderados” como
“inveterados”, um deus que tivesse deixado tudo aí à toa NÃO FICARIA,
depois, cuidando da Terra, e de nós, providencialmente.
Então, para ambos os tipos de céticos (e para os apenas desconfiados...),
teria sido provavelmente sem intercorrência divina que
até a vida surgiu e evoluiu (como Charles Darwin e outros, depois
de examinarem a natureza, vêm, há tempos, sugerindo). E teria
sido acidentalmente que um dos seres vivos surgidos ficou, depois,
inteligente. NÓS, por acaso! E teria sido porque “ficamos aí à
toa”, entregues a nós mesmos, que nem sempre soubemos usar
nossa inteligência inteligentemente.
Animais, sem inteligência e sem pensamentos complexos,
conseguem conviver, acasalar, criar proles, prover alimentos,
abrigos, segurança etc.
Enquanto isso, alguns humanos há
que vão pouco além de comportamentos como esses, quando
limitados por estereótipos de pensamentos muito pobres. Porém,
PENSAR RICAMENTE, (com lógica, flexibilidade e mobilidade
mental), por hábito adquirido mediante treinamento
educacional apropriado, é algo POSSÍVEL, DESEJÁVEL e
EXEQUÍVEL.
O protótipo deste livro teve o “mérito cultural” aprovado
pela Comissão Especial de Literatura do Conselho de Cultura
do Distrito Federal. Decisão 1.450, publicada no Diário Oficial
do D.F. de 10-12-2008. Nesta edição, em 2010, foram
feitas pequenas alterações e atualizações de dados científicos.
PREFÁCIO
Este segundo livro volta a propor o saudável exercicio
do PENSAR, para quem disto goste e considere útil. Já
que “cada pessoa deve plantar árvores, ter filhos e escrever
livros”: - Plantei algumas e podei-as, como um fito-ortopedista,
conduzindo seus ramos para a boa direção;
- Tive uma filha, Andrea, que, sem ter tido sua inteligência
podada, também cresceu bela e frutificou, na boa
direção;
- E escrevi este livro (e o anterior, Incertas Certezas) os
quais, para alguns, induzem à má direção ? por influência
do Diabo...
Mas não creia nisso. Creia, antes, que CRER É UM
JOGO, uma vez que acertar na “crença verdadeira” é uma
chance remota, incerta.
Como alternativa, poderemos encarar a “dúvida metódica”,
como Descartes e, como ele, provisoriamente, DESCRERMOS.
E talvez até FICARMOS ATEUS.
Ficar ateu ?! E se Deus existir?! Ah, Ele não deve Se
incomodar, já que não tratou de Se revelar aos ateus.
E aos demais? Por lógica, também não, uma vez que Ele
seria a justiça em pessoa... Se isso é verdade, o mais coerente
é que Ele não Se incomode com os ateus, mas também não
contabilize méritos para quem jura que acredita Nele.
Por quê?! Ah, porque, sendo onisciente, Ele saberia que
essa crença não passaria de um caso fortuito de: atirou no
que (pensou que) viu, e matou o que (a rigor) não viu...
Isto é, mirou em uma SUPOSIÇÃO (a existência de Deus),
e (por acaso) ela coincidiria com a talvez real (não apenas
imaginária) existência Dele.
2ª edição de 2010, formato 21x14, 304 páginas.