
Uma nova sigla surgiu no mundo da
informação: RDA, que significa Resource Description and Access. Em
português, Recursos: Descrição e Acesso. Trata- se da norma de
catalogação que veio substituir o Código de catalogação anglo-
americano, ou seja, as Anglo-American cataloguing rules (AACR2), que não
serão mais atualizadas.
Este livro é aquilo que diz o título: uma introdução. Aqui não serão
encontradas as instruções da norma, mas um texto básico, destinado a
possibilitar ao leitor a compreensão dos motivos que levaram ao abandono
das AACR2 e ao desenvolvimento de novas regras capazes de atender às
necessidades criadas pela multiplicação de novas formas de produção e
comunicação de informações. Aqui também se encontram explicações sobre a
fundamentação teórica em que se baseia a norma RDA.
Como bem salienta a autora, a RDA não representa uma ruptura radical com
as práticas anteriores. Ela foi construída sobre os alicerces das AACR2
e levou em conta outras normas e modelos, aceitos internacionalmente,
relevantes para o processo de representação da informação. O principal
ponto de inflexão que a RDA apresenta, na longa história das regras
catalográficas, está no objetivo de se tornar uma ferramenta totalmente
compatível com as facilidades oferecidas pelas tecnologias da
informação, particularmente a internet, e na plena adoção dos princípios
de flexibilidade, extensibilidade, continuidade com as AACR2 e
reprodução fidedigna dos dados com que os próprios documentos se
apresentam.
São muitos os benefícios que poderão advir da adoção da RDA. Este livro
permitirá às comunidades brasileiras de catalogação debater mais
amplamente essa proposta, a fim de encontrar o caminho que lhes permita
inserir-se no movimento que levará ao compartilhamento de recursos em
escala global e a uma maior racionalização do trabalho catalográfico.