
Com a publicação, em 1966, do livro
Um Sonho que se fez realidade é, então, conhecida, em livro, a primeira análise, em profundidade, sobre o papel e a ação de Brasília como centro político-administrativo federal e, também, quanto à sua perspectiva de pólo irradiador de progresso sócio-econômico e cultural para as imensas áreas interioranas do país, antes desocupadas, desérticas e inertes.
Neste seu livro (o terceiro sobre Brasilia), Adirson Vasconcelos estuda as primeiras revelações sociológicas quanto à vida gregária e no que diz respeito aos resultados práticos alcançados pela administração pública federal. E, principalmente, no tocante às performances no campo do desenvolvimento econômico, demográfico e cultural, com fundamento em pesquisas e outras observações de caráter científico.
Ao mesmo tempo, faz revelações, sugestões, incitamentos e abre oportunidades para reflexões sobre as políticas públicas que devam ser implementadas com vistas à fixação e a consolidação de Brasília como lugar ideal para se viver, ao tempo em que sugere que a nova cidade seja, mais e mais, capacitada a exercer, em plenitude, as suas funções de Capital política e administrativa da nação brasileira.
Este livro Um Sonho Que Se Fez Realidade (1966), somando-se ao prestígio de O Homem e a Cidade (1960) e de Mil dias Para Uma Cidade (1963), ensejam ao escritor Adirson Vasconcelos palavras de elogios e estímulo de muitas figuras de renome da vida política e literária, entre as quais Ézio Pires, Gilberto Freyre, Ernesto Silva, Juscelino Kubitschek e outros.
O livro é distribuído em sete capítulos, que são os seguintes: Um sonho que se fez realidade, pág.11; -Uma cidade de pioneiros e cortesões, pág.17, – Integração nacional tem encontro em Brasília, pág.25, -País gigante se encontra e forma nova civilização, pág.32, -Onde o monumental se confunde com o bucólico, pág.37, -Porque não se muda a Capital do Brasil, pág.49, – Brasília desperta potências que dormem, pág.56.
1ª. Edição: 1966 – 66 págs. ilusts.