
O comportamento de Brasília ante os seus objetivos de capital-administrativa e de pólo irradiador de desenvolvimento econômico e sócio-cultural é o objetivo das pesquisas, revelações e análises de Adirson Vasconcelos neste seu livro de 1968 intitulado Uma Marcha Que Começa.
Adirson Vasconcelos observa que nenhuma reforma de estrutura na sociedade ocorreu, na história, sem que a ela tivessem adeptos e adversários. E justifica que cada mudança social ou econômica representa ruptura de uma tradição à qual muitos se apegam por motivos pessoais ou sentimentais ou mesmo por apatia a novos conceitos, a ações e experiências inovadoras.
Brasília representou uma reforma, uma ruptura de modos de viver e conceituar objetivos novos e ousados no campo do desenvolvimento social, administrativo, econômico e cultural. Mudar a Capital do País gerou um impacto. Por isso, Brasília foi, por muitos, incompreendida e até hostilizada.
Daí, a importância de ser estudada e analisada, nos seus números e resultados, na ação realizadora e civilizadora que Brasília empreendeu. E, também, nas suas funções de cidade e de sede de Governo, nos seus primeiros sete anos de existência, de 1960 a 1967.
Este é o assunto central e a preocupação didática de Uma Marcha Que Começa.
Assim, sua temática se desenvolve pelos títulos dos seus capítulos: Visão genérica da questão, pág. 11, -Nos trabalhos do Executivo, pág.15, – Na vida do Legislativo, pág.19, -Nas atividades do Judiciário, pág.27, -No desenvolvimento econômico, pág.31, – No progresso da cultura, pág.39.
Com este e outros trabalhos, Adirson Vasconcelos concorreu ao Concurso de Jornalismo sobre Brasília instituído pela Prefeitura do Distrito Federal. A colunista Katucha, do jornal Correio Braziliense, em notícia de 12 de março de 1967, assim se refere à premiação: “O Prefeito Plínio Cantanhede fez entrega dos prêmios aos vencedores. Os jornalistas vitoriosos foram saudados pelo ministro Cyro dos Anjos, presidente da Comissão que julgou os trabalhos. Nosso companheiro Adirson Vasconcelos saiu de bolso cheio, pois, sozinho, açambarcou os quatro primeiros lugares. Parabéns!”
1a. Edição: 1968. 48 págs. Ilust.