
O urbanismo, a arquitetura e a contribuição de outras manifestações artísticas que fazem de Brasília um museu vivo, a céu aberto, constituem o forte das revelações de Conhecendo e Compreendendo.
O urbanismo de Lúcio Costa, autor do Plano Piloto de Brasília, é detidamente examinado, inclusive com opiniões e observações do urbanista. Depois de nos dar as informações básicas do Plano Piloto, Adirson Vasconcelos emite uma série de considerações e reflexões. Entre as muitas, esta:
-Não faltou ao artista o zelo de adaptar, com alma de sociólogo, condições de bem-estar de grande alcance moral e social para os habitantes da cidade-Capital: ar, luz, espaço, jardins, horizontes. Tais revelações estão a partir da pág. 11.
Os palácios da Alvorada e os outros da Praça dos Três Poderes deram a Oscar Niemeyer projeção consagradora, principalmente no exterior. Sobre a arquitetura brasiliense, o autor, entre outras informações e revelações, diz que Niemeyer preocupou-se em que os palácios se constituíssem em qualquer coisa de novo, diferente, e que fugisse da rotina. Em suma, uma “mensagem permanente de beleza e audácia, de graça e poesia” pelo que representa de novo e criador. A partir da página 19, está toda uma análise, na qual se incluem outras obras não palacianas. Garantindo a segurança e a beleza plástica do trabalho de Niemeyer, não faltou o engenho e a arte de Joaquim Cardoso.
O mesmo tratamento é dado pelo escritor Adirson Vasconcelos à contribuição da pintura e da escultura, detendo-se em trabalhos de artistas nacionais do nível de Alfredo Chechiatti, de Bruno Giorgi, de José Pessoa, de Athos Bulcão, de Sérgio Camargo, de Maria Martins, de Djanira Mota e Silva, de Aloísio Magalhães, de Di Cavalcanti, de Burle Max e tantos outros luminares das artes plásticas brasileiras.
Este livro de Adirson Vasconcelos, como bem diz o seu título, é uma obra para se conhecer e compreender Brasília, mais e mais. Ao final, a partir da página 41, o historiador de Brasília abre espaço para debates e para opiniões de figuras de destaque nas artes, no Brasil e no mundo, para ter um análise eclética com pensamentos de correntes as mais díspares nas artes.
Adirson Vasconcelos é autor de outros livros sobre Brasília. O primeiro deles é O Homem e a Cidade, editado em 1960.
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1ª. Edição: 1969. 48 págs. Ilust.