
O historiador Adirson Vasconcelos ofereceu ao público leitor brasiliense, em 1979, um livro para mostrar o que foi A Primeira Viagem do Presidente Juscelino Kubitschek ao Planalto Central de Goiás a fim de conhecer o sítio escolhido para, nele, ser construída a nova Capital do Brasil.
O bimotor presidencial pousou ao meio dia, hora do zodíaco, num campo de pouco improvisado no local onde veio a ser construída a Rodoferroviária de Brasília e onde, no passado, acampara a Comissão Cruls.
Juscelino Kubitschek desceu na pequena escada do próprio avião. Como um repórter-fotográfico perdera o flagrante da descida presidencial e pedira que o Presidente repetisse o ato, ele, de bom grado, retornou ao avião e fez tudo de novo para atender ao jornalista. E com a mesma simpatia e a determinação que o caracteriza, disse uma frase que causou admiração a todos: “Este é o início da mudança da Capital!”. Esta e outras histórias, Adirson nos conta ao longo deste livro que o intitulou de A Primeira Viagem.
Em seus oito capítulos, o livro trata dos seguintes assuntos para retratar aquela visita do Presidente Juscelino naquele 2 de outubro de 1956: -Deste Planalto Central, pág. 11; -Um Presidente no Planalto, pág.17; -O início da mudança, pág. 23; -Percorrendo a região, pág.31; -Uma realidade nos altiplanos, pág. 35; -Mãos às obras, pág. 41; -O marco que ficou, pág.43.
É antológico e estadístico o pensamento de JK naquele momento: “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os meus olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu País e antevejo uma alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”.
Esta e outras pesquisas de Adirson Vasconcelos fizeram-no merecedor do respeito e da admiração do brasiliense, como bem se observa nesta definição do crítico literário Ézio Pires (também presidente do Sindicato dos Escritores): -“Quando Brasília nasceu, Adirson já estava aqui. Viu o seu primeiro choro de vida, viu o seu primeiro sorriso. Tem visto e sentido, nestes anos, todo o chorar e todo o sorrir de Brasília”.
1ª. Edição: 1979 – 48 págs. Ilusts.