
Um dos episódios mais interessantes de Brasília foi a construção do “palácio de tábuas” que, depois, veio a se chamar Catetinho. Existe até hoje e é um dos lugares mais visitados da cidade.
O Catetinho é a primeira edificação da nova Capital. E não é uma obra de Governo e, sim, de um grupo de amigos do Presidente Juscelino Kubitschek, que resolveu construí-lo antes de tudo.
Esta história de solidariedade e de espírito cívico nos é contada pelo historiador Adirson Vasconcelos em Uma Casa Para o Presidente.
O Presidente JK tinha pelo Catetinho grande admiração e carinho.
Certa ocasião, ele assim o definiu: -“ Aí está a semente donde desabrochou a mais linda flor do Século. Plantaram-na dedicados amigos quando o Planalto estava no primeiro dia do Genesis. Incorporado ao Patrimônio Histórico do Brasil, ficará como uma muda testemunha dos heróicos tempos da Conquista”.
Uma Casa Para o Presidente relata, nos seus capítulos, uma saga de pioneiros, de amigos dedicados que vibram com pensamentos que fazem pensar num Brasil grande. São os seguintes os seus títulos: A decisão do Catetinho, pág. 15; – Um palácio de tábuas, pág.19; – Início da primeira obra, pág.23; – Construindo a primeira morada, pág.27; – Ambiente é de trabalho, pág.31; – inaugurando o Catetinho, pág.36; – Juscelino inspeciona as obras de Brasília, pág. 39; – Um momento cívico.
A inauguração do Catetinho, na solidão do planalto, teve direito a Hino Nacional, hasteamento de bandeira, canto do Peixe Vivo e uma canção para exaltar Brasília no seu nascedouro. Esta, feita especialmente para o momento pelos ases Bastos Tigre e Dilermano Reis, que dedilhou os acordes no seu violão tendo César Prates na interpretação, num contra-ponto com o engenheiro Pery da Rocha França. Algo inesperado, imprevisto, emocionante!
Estas descobertas históricas reveladas pelo escritor Adirson Vasconcelos fazem-no o Historiador de Brasília.
1ª. Edição: 1980 – 48 págs.