
Mudar a Capital do Brasil do litoral para o interior foi uma das metas do Presidente Juscelino Kubitschek, ao elaborar o seu Plano de Governo. Uma questão nacional defendida por brasileiros clarividentes desde os tempos de Tiradentes. Mas para efetivar este desejo nacional, o Presidente JK necessitava de uma autorização do Poder Legislativa, através de uma Lei para tal fim. E foi o que aconteceu.
Esta história toda, em que se envolveram estratégias políticas e sabedoria cívica, é o que Adirson Vasconcelos nos conta neste livro intitulado Uma Lei Para Mudar.
Aquele momento histórico é narrado, em detalhes, em onze capítulo que se intitulam: -A Novacap e o momento político brasileiro, pág.9; -Primeiro passo decisivo, pág.12; -Goiânia e Anápolis, pág.15; -Hora grande demais, pág.17; -Proposta para mudar, pág.20; -Decisão repercute, pág.23;- Na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, pág.26; -A Lei da Mudança, pág.29; -O nome Brasília, pág.33; -A Lei 2874-56, pág.35; -Diretoria e Conselho da Novacap, pág.44.
Na época em que a proposição presidencial tramitava no Congresso Nacional, o Presidente Juscelino revelou sua convicção na construção de Brasília de forma magistral, neste pensamento: -A fundação de Brasília é a fundação do equilíbrio da nação brasileira. Já vos disse, creio, que não se trata apenas de uma retificação puramente geográfica. O choque da mudança operará uma transformação necessária e urgente na mentalidade, no modo de sentir e conceber dos brasileiros, despertando-os, tornando-os mais atraídos pelo empreendimento privado, inspirando-lhes um desejo maior e mais acentuado de melhorar os índices de nossa produtividade.”
E concluiu JK com esta definição: “Brasília significa uma revolução política e uma revolução econômica”.
O trabalho de pesquisa do historiador Adirson, neste Uma Lei Para Mudar e mais numa dezena de outros livros que lançou sobre Brasília, até 1981, sem esquecer seus artigos em jornais e revistas, mereceu do escritor e analista literário Wolney Milhomen esta definição: “Sua obra exprime ampla visão da História face a um acidentado processo da vida brasileira que iria desaguar, na segunda metade deste Século 20, exatamente na abertura da década de 60, quando a Nação passou a manifestar-se do Planalto Central”.
1ª. Edição: 1981 – 48 págs. ilust.