
Estes poemas do aragonês Fernando Gil Villa, alguns com temática semelhante (a cidade de Brasília) apontam para uma forma que se destaca, quase como um decalque, de outra forma: a cidade aberta, com seus monumentos para uso diário, e o olhar, que compõe uma outra cidade. Estas duas formas se perdem em um horizonte ao mesmo tempo real e imaginário. Brasília é luz para o poeta, é a mudança não ocorrida das "estruturas sociais". É, enfim, o paradoxo de uma estrutura que se pretendia livre como obra criativa, mas que se tornou um modelo convencional pela própria necessidade das aglutinações humanas.
Editado por Thesaurus, 1ª edição, 1997, 80 páginas.